A Bacia Hidrográfica do Rio Sapucaí, localizada na região sudeste, é integrante da bacia do Rio Grande e ao grande sistema hidrográfico do rio Paraná. A bacia engloba as microrregiões do Vale do Paraíba Paulista, Alto da Mantiqueira e Planalto Mineiro. A bacia hidrográfica do rio Sapucaí envolve 51 municípios, sendo 3 paulistas (Campos do Jordão, Santo Antonio do Pinhal e São Bento do Sapucaí) e 48 mineiros, onde vivem aproximadamente 620.000 habitantes. O rio Sapucaí é o principal rio da bacia e nasce na serra da Mantiqueira numa altitude de 1650 m acima do nível do mar e deságua na represa da Usina Hidrelétrica de Furnas, no município de Paraguaçu numa altitude de 780m, após percorrer 248 km. A bacia hidrográfica do rio Sapucaí cobre uma área total de 9.455 km² e dentre os seus principais cursos d´água que deságuam no rio Sapucaí destacam-se o rio Lourenço Velho, Sapucaí-Mirim, Cervo, Turvo e Dourado A conformação do seu relevo proporciona uma situação peculiar no processo de inundação dos centros urbanos, ao longo de sua extensão. A bacia é formada por uma extensa rede de drenagem composta por muitos afluentes e subafluentes. Conforme dados fluviométricos históricos, a vazão média do rio Sapucaí, no período de janeiro a agosto, é de aproximadamente 21 m³/seg na altura de Itajubá e chega a 165 m³/seg próximo a cidade de Paraguaçu. A bacia fluvial do rio Sapucaí está inserida em uma região suscetível a inundações, devido a associação de fatores ambientais, climáticos e antrópicos. A maioria dos municípios da bacia não possuem sistema de tratamento de esgoto sanitário os quais são lançados in natura diretamente nos corpos hídricos. A bacia hidrográfica do rio Sapucaí é dividida em três sub-bacias principais em função de suas declividades: Alto, médio e baixo Sapucaí. A sub bacia do Alto Sapucaí engloba 21 municípios sendo 3 paulistas e 18 mineiros, inclusive o município de Itajubá, cobrindo uma área de 3.914 km², percorrendo uma extensão total de 84 km e inicia na grande cadeia montanhosa da Mantiqueira, no município de Campos do Jordão, estado de São Paulo. Nos primeiros 50 km, a partir da nascente do rio Sapucaí, ocorre uma forte declividade de aproximadamente 15,56 m/km, a maior de toda a bacia, com altitudes variando de 1650 a 870m. O relevo deste trecho da bacia é marcado por vales e vertentes encaixados, onde sua densa malha hídrica tem capacidade de drenar grandes áreas em um curto espaço de tempo o que resulta no grande aumento da velocidade dos cursos d´água. Após o termino do trecho íngreme a sub-bacia do Alto Sapucaí apresenta-se com uma superfície aplainada, denominada Planalto do Sul de Minas, formando planícies de inundação e com topografia favorável as ocupações inadequadas do homem e passiveis de provocar transbordamento de seus cursos d`águas nos períodos chuvosos. A sub bacia do Médio Sapucaí cobre uma área de 3.841 km², engloba 21 municípios mineiros e apresenta uma declividade média de 6,1m/km. Esta sub bacia é composta de várzeas onde o rio se alarga e as curvas são mais sinuosas e sujeitas a inundações nos períodos de chuvas intensas e frontais na área desta bacia. Os centros urbanos mais populosos desta sub-bacia são as cidades de Santa Rita do Sapucaí e Pouso Alegre que estão inseridas na planície de inundação do rio Sapucaí e, por esta razão, sofrem muito com as enchentes do rio Sapucaí e de seus afluentes. A sub bacia do Baixo Sapucaí inicia-se a partir do encontro do rio Sapucaí-Mirim com o rio Sapucaí, no município de São Gonçalo do Sapucaí, cobre uma área de 1.700 km², engloba 9 municípios mineiros e neste trecho o rio Sapucaí percorre os seus últimos 74 km com uma baixa declividade de 1,7 m/km até atingir o reservatório da Usina hidrelétrica de Furnas numa altitude de 780m. Antes da formação do lago de Furnas o rio Sapucaí prosseguia no rumo nordeste até desaguar no rio Grande. Hoje, o rio Sapucaí é um dos contribuintes diretos da represa de Furnas. (Imagem ilustrativa Dall-e AENAI) Escrito por: Eng° Paulo José Braz Rosas
Enchente Urbana: Um Flagelo Evitável
No inicio do século vinte, a população urbana representava cerca de 15% da população mundial, enquanto que hoje ela já atingiu a marca de 50%, com aumento mais acelerado nos paises em desenvolvimento. Segundo a ONU, o crescimento acentuado da população mundial em áreas de risco tem provocado aumento na freqüência e na severidade das inundações urbanas. Cerca de 150 milhões de pessoas no mundo, principalmente da classe de baixa renda, são afetadas pelas enchentes todos os anos. Atualmente cerca de 80% da população brasileira concentra-se nos centros urbanos, fato que tem sobrecarregado a infra-estrutura das cidades. A ocupação desordenada das áreas urbanas desprovidas de uma infra-estrutura adequada tende a aumentar em magnitude e rapidez as situações de perigo e de risco de enchentes. Historicamente, muitas cidades nasceram á beira dos rios, pois a via fluvial era o único meio de transporte na época. Também porque os rios, talvez sejam, dos ecossistemas existentes, o mais intensamente utilizado pelo homem. No decorrer da humanidade ele tem sido usado para fornecer água, energia, alimento e transporte. Infelizmente, o poder publico não tem sido capaz de planejar adequadamente o crescimento sustentável das cidades. O solo urbano cada vez mais impermeabilizado, a ocupação irregular das várzeas alagadiças, a drenagem deficiente e os cursos d´água canalizados, são alguns dos fatores de aumento da ocorrência das enchentes em nossas cidades. Fatores que vem contribuindo para a progressão do problema: o desrespeito as leis de parcelamento do solo urbano, especulação imobiliária inadequadas, planos diretores não realísticos, ausência de políticas habitacionais, atividades agropecuárias não sustentáveis, etc. As enchentes estão entre os principais flagelos no meio urbano das cidades brasileiras. Dentre os principais impactos das enchentes estão as perdas materiais e humanas, a interrupção da atividade econômica e a contaminação por doenças de veiculação hídrica como a leptospirose. Ao contrário das áreas verdes, a impermeabilização do solo urbano impede a infiltração das águas pluviais que acabam se acumulando em grandes volumes. É o caso, por exemplo, do asfaltamento das ruas, que se comporta como uma capa que reveste toda a cidade, ocasionando um aumento de volume das águas superficiais, que terão de ser escoadas aos rios através da drenagem urbana, muita das vezes deficiente. As enchentes nas cidades são conseqüências de varias causas, que ocorrem isoladamente ou de forma integrada. As enchentes nas áreas ribeirinhas ocorrem quando as águas do rio transbordam do seu leito maior, nos eventos de chuvas intensas. As enchentes devido a urbanização ocorrem pela impermeabilização do solo, provocando o aumento do volume e da velocidade das águas de escoamento superficial. Temos também as enchentes localizadas que são aquelas provocadas pelo estrangulamento das calhas dos cursos d´água pelas pontes, estradas, aterros, lixo nos bueiros e assoreamento. As enchentes passam a ser problema para o homem quando ele deixa de respeitar os limites naturais dos cursos d´água, ocupando áreas que deveriam ser “non-aedificandi”. É errado dizer que o rio invadiu nossas casas, pois na verdade foram nossas casas que invadiram o rio. As cheias ocorrem há milênios e os rios, no seu sentido pleno, devem ser entendidos como o espaço ocupado pelas águas em seus momentos de máxima cheia. A enchente é um fenômeno natural do regime de um rio e, portanto, todo rio tem sua área de escape, também conhecida como planície de inundação, que é uma área totalmente inadequada á ocupação humana. Incrivelmente, diante de todas as repetidas tragédias, nossas cidades continuam a se expandir e a praticar os mesmos erros do passado, isto é, impermeabilizando o solo, canalizando córregos, ocupando áreas de risco e provocando erosão das encostas. É preciso planejar outro modelo de cidade, com corredores e áreas verdes, áreas de lazer, modernos sistemas de drenagem e adotando soluções técnicas de engenharia que permite aumentar a infiltração das águas pluviais como por exemplo pavimentos drenantes, as enchentes são consideradas as catástrofes naturais mais comuns em muitas cidades brasileiras, mas ainda assim a maioria das pessoas subestimam seu poder destrutivo. A enchente quando atinge um centro urbano, que não conta com uma infra-estrutura adequada, provoca um verdadeiro flagelo na economia local e na população em geral. Outro grande flagelo que ocorre na zona urbana, nas épocas chuvosas, é o deslizamento de terra em áreas com forte declividade. Em uma situação de deslizamento, casas inteiras e tudo o que estiver no caminho pode ser levado encosta abaixo ou acabar soterrado. Uma natureza geológica que, uma vez desconsiderada e desrespeitada, responde procurando, a sua maneira, recompor-se dos desequilíbrios que lhe foram impostos. Os escorregamentos representam exatamente isso, a natureza geológica procurando novas posições de equilíbrio. A maioria das cidades brasileiras tem desenvolvido sem contar com um planejamento bem definido de ocupação do espaço urbano, principalmente nas áreas de periferia, que normalmente crescem de forma irregular ou clandestina. Os municípios não possuem estrutura para executar o planejamento das águas no meio urbano. No Brasil, não existe nenhum programa sistemático de controle de enchentes na área urbana, que envolva seus diferentes aspectos. O que se observa são ações isoladas por parte de alguns municípios. Quanto as medidas de controle de enchentes elas podem ser classificadas em estruturais, quando o homem modifica o rio, e em não-estruturais, quando o homem convive com o rio. As obras estruturais, geralmente, requerem altos investimentos e consistem de obras hidráulicas como barragens, diques e canalizações. Já as medidas não-estruturais são medidas do tipo preventivo, como monitoramento das áreas de inundação, sistema de alerta ligado a defesa civil e zoneamento das áreas de risco. Escrito por: Eng° Paulo José Braz Rosas
A Valorização da Engenharia Brasileira
A Engenharia Brasileira é a responsável pelo desenvolvimento e construção de toda a infraestrutura do País e vem acumulando tecnologia e competitividade a nível internacional. No entanto, a falta de planejamento do setor público e a não utilização da engenharia, com a contratação de obras sem estudo de projeto, favorece os desvios e geram problemas de toda ordem. O projeto de engenharia, tendo como parâmetro a melhor solução técnica – econômica, com prazos e preços adequados ao seu desenvolvimento é o instrumento básico para garantir uma obra de qualidade, construída no prazo e no custo adequado. O Brasil está perigosamente excluindo os engenheiros da gestão pública, pois entrega setores estratégicos nas mãos de pessoas despreparadas apenas para acomodar acordos políticos. Todas as esferas do serviço público precisam montar suas equipes com profissionais habilitados e não substituí-los por pessoas sem nenhuma qualificação técnica. Licitações públicas são iniciadas sem um projeto executivo detalhado, com deficiências nas especificações e nos termos do edital, provocando disparidades de preços na licitação, alterações do valor do contrato e causando, consequentemente, baixa qualidade da obra e alto custo. É preciso que as contratações sejam precedidas de estudos e projetos completos. Não se faz uma boa engenharia sem os diversos projetos, do básico ao executivo e sem uma execução minuciosa. É hora de parar com as contratações de serviços especializados de engenharia por pregões. Trabalho intelectual não é mercadoria. É tempo de preservar a engenharia nacional e conduzi – la no lugar de destaque profissional e técnica que lhe cabe. É hora de incentivar a atualização técnica e contínua dos profissionais de engenharia. É preciso voltar a enxergar a engenharia brasileira como ferramenta fundamental para o seu desenvolvimento econômico, como ciência produtora de conhecimento e de inovação tecnológica. A valorização da engenharia nacional é a grande mola do progresso que o Brasil precisa ter para conquistar seu crescimento econômico e sustentável. Escrito por: Eng° Paulo José Braz Rosas
Cidades Sustentáveis
O crescimento desordenado da população do globo terrestre tem atingido dimensões nunca antes observadas. A cada minuto, a população mundial aumenta cerca de 140 pessoas, ou seja, 6 milhões por mês. Nesse ritmo a população do planeta, que tem atualmente 7 bilhões de pessoas deverá atingir 9 bilhões no ano de 2050. Quanto maior a quantidade de habitantes, maior a demanda por recursos naturais essenciais à vida humana. Com o passar dos tempos, a paisagem de um planeta totalmente coberto por árvores, rios limpos e solo fértil foi desaparecendo com a degradação do meio ambiente. Ao contrário do que se acreditou, há algumas décadas, os recursos naturais não são infinitos e seu consumo, nos níveis atuais, poderá levar a Terra à exaustão, afetando diretamente as chances de sobrevivência das gerações futuras. A cidade é onde vive, ou gostaria de viver, a maioria dos seres humanos. A população que reside nas cidades que, em 2008 totalizava 3.4 bilhões deverá chegar a 6 bilhões em 2050, ou seja, dois terços da população mundial estará ocupando a zona urbana das cidades. O crescimento demográfico acelerado das cidades traz consigo inúmeras consequências negativas para o planeta Terra. Se não for bem planejado, o crescimento urbano desordenado poderá provocar uma verdadeira bomba relógio. Por serem as maiores consumidoras mundiais de energia e de matérias primas, as cidades provocam também mais de 70% da contaminação ambiental. Os centros urbanos são considerados um dos lugares mais sujos do planeta. Produtora de lixos não biodegradáveis e de poluição do ar as cidades possuem problemas constantes em manter a natureza em equilíbrio. O baixo desempenho ambiental das cidades contemporâneas indicam a necessidade de se buscar novos paradigmas para o desenvolvimento urbano. Sustentabilidade urbana é o tema mais estudado no momento por todos os países desenvolvidos. Uma cidade sustentável ou de sustentabilidade urbana, busca responder tanto às demandas por desenvolvimento econômico urbano e social quanto preservar e manter os recursos do planeta terra, garantindo as necessidades do presente sem comprometer as gerações futuras. Cidades sustentáveis são aquelas que adotam uma série de práticas eficientes voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população, desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente. Certamente são cidades bem planejadas e bem administradas. Atualmente existem várias cidades no mundo que já adotam práticas sustentáveis, embora ainda não podemos encontrar ainda uma cidade que seja 100% sustentável. Exemplo de algumas cidades do mundo que tem apresentado práticas sustentáveis como: Barcelona (Espanha) – é a cidade a caminho da sustentabilidade devido a aplicação de alto investimento em transporte público e em energia renovável; Copenhague (Dinamarca) – onde 40% da população utiliza a bicicleta e é a cidade que emite menos CO2 do mundo; Malmo (Suécia) – cidade que recicla mais de 70% do lixo coletado; Freiburg (Alemanha) – onde foi construído um bairro especialmente projetado para ser abastecido por energia solar; Yokohama (Japão) – reconhecida como cidade verde, inteligente e a cidade do futuro. Infelizmente, no Brasil estamos muito atrasados com o redesenho de nossas cidades no que se refere a sustentabilidade urbana. Enquanto que várias cidades da Europa estão proibindo o trânsito e criando áreas de restrição a veículos poluidores do ar, a capital paulista está abrindo mais pistas para atender o aumento de 800 novos veículos por dia. Felizmente, temos no Brasil o belo exemplo da cidade de Curitiba no Paraná, conhecida como a capital ecológica do país, que implantou um sistema integrado de transporte de massa, utilizando ônibus biarticulados que circulam por corredores exclusivos, um serviço público eficiente e utilizado por 70% da população. Grande parte da sua zona urbana é coberta por área verde, é pioneira na implantação de um sistema de coleta seletiva de lixo e é reconhecida mundialmente como um exemplo de soluções de urbanismo, educação e equilíbrio com o meio ambiente. Escrito por: Eng° Paulo José Braz Rosas
Nanotecnologia – A Revolução do Invisível
A nanotecnologia tem provocado uma revolução na ciência e tecnologia nos mais diversos setores, tendo uma grande atenção e expansão nas universidades, centros de pesquisas e empresas em todo o mundo, isso tem ocorrido devido ao gigantesco potencial de aplicação e impacto no desenvolvimento tecnológico e na economia dos países. A nanotecnologia é a ciência que tem como fundamento a manipulação da matéria numa escala atômica e molecular. Com a utilização de técnicas e ferramentas específicas essa nova tecnologia permite medir, manusear e organizar átomos e moléculas afim de dar origem a construção de estruturas de novos materiais, a partir da escala minúscula do menor elemento, que é a nanopartícula. O prefixo “nano” tem origem do grego antigo e significa “anão”. A base do uso da nanotecnologia é o nanômetro, uma unidade de medida assim como o quilometro, metro e o centímetro. Um nanômetro (nm) equivale a bilionésima parte de um metro ou 10-9 m, cerca de 70.000 vezes menor do que o diâmetro de um fio de cabelo humano. Uma partícula é considerada “nano’ se o seu dimensionamento estiver entre 1 a 100 nm. Para se ter uma idéia, os átomos têm dimensão de 0,1 a 0,4 nm e os vírus de 10 a 100 nm. O grande desafio desta nova tecnologia é ter que trabalhar em uma escala tão minúscula, e a maior prova dessa dificuldade está no fato de que apenas laboratórios e indústrias que possuem equipamentos de alta precisão conseguem trabalhar com componentes tão pequeno O desenvolvimento de novos materiais têm exigido informações detalhadas das características microestruturais dos materiais, que só podem de ser obtidas com a ajuda de equipamentos especiais como o microscópio eletrônico, capaz de produzir imagens de alta ampliação e resolução de até 300.000 vezes. Foi somente a partir do ano de 2000 que a nanotecnologia começou a ser desenvolvida e testada em laboratórios, iniciando-se também a comercialização de novos materiais com propriedades nunca antes alcançadas e com crescimento de mercado de forma exponencial. As áreas de medicina, eletrônica, ciência da computação, física, química, biologia e engenharia de materiais já vem incorporando essa nova tecnologia. Vários produtos já estão a venda no mercado como: cosméticos, protetores solar, tecidos, equipamentos esportivos, televisores, chips e memória para computadores. Os materiais compostos por partículas nanométricas apresentam melhorias significativas em suas propriedades ópticas, mecânicas, elétricas e magnéticas, que são desejáveis em muitas aplicações industriais. Embora ainda muitas das possíveis aplicações da nanotecnologia ainda estejam no universo da ficção cientifica, a cada dia surgem novas pesquisas em torno desse assunto, o que certamente poderão tornar viáveis em um futuro próximo. Grandes investimentos estão sendo feitos nos países industrializados que vêem a nanotecnologia como uma nova revolução industrial. Somente nos EUA o investimento governamental e privado ultrapassa US$ 1bilhão anuais e com isso estima-se a geração de mais de 5 milhões de novos empregos em “nano” nos próximos anos. Os pesquisadores brasileiros têm produzido trabalhos científicos bastantes relevantes nessa nova ciência. Um bom exemplo é a patente dos pesquisadores da Embrapa da “língua eletrônica”, um dispositivo que combina sensores químicos de espessura nanométrica com um sofisticado programa de computador, capaz de detectar rapidamente impurezas nos alimentos. O governo brasileiro, através do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação prevê gastar R$ 450 milhões nos próximos dois anos, para estimular a relação entre universidades, centros de pesquisas e empresas na área da nanotecnologia. A expectativa é que o desenvolvimento futuro desta nova tecnologia poderá mudar a natureza de quase tudo aquilo que já foi realizado pelos seres humanos. Especula-se que o impacto social causado pela nanotecnologia poderá ser tão grande quanto a revolução industrial do século passado.
Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal
Ao longo do tempo, as lutas e reivindicações da sociedade resultaram na formulação de novos conceitos de desenvolvimento e crescimento dos municípios brasileiros. Essas reivindicações foram consideradas na Constituição Federal de 1988, no Capítulo II – da política urbana, artigos 182 e 183, que foi posteriormente regulamentada pela Lei nº 10.257/2001, mais conhecida como Estatuto da Cidade. Esta Lei Federal estabelece os fundamentos legais da função social das cidades e cria vários instrumentos tributários, urbanísticos e jurídicos para garantir a democratização do planejamento e da gestão na esfera municipal. A política urbana é o conjunto de ações que deve ser produzidos pelo Poder Público, no sentido de garantir que todos os cidadãos tenham acesso à moradia, ao saneamento, à infraestrutura, ao transporte, aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer para as presentes e futuras gerações. Esses novos princípios gerais da política urbana, aplicados às realidades locais, resultaram no Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal. O Plano Diretor deve integrar as dinâmicas existentes na zona rural com a as zonas urbanas, uma vez que suas diretrizes devem abranger o território como um todo. O Plano Diretor é, portanto, um importante instrumento legal do crescimento, do funcionamento e do planejamento territorial dos municípios. A elaboração do Plano Diretor resultará em um conjunto de leis e atos disciplinadores da organização territorial e da gestão municipal. O Estatuto da Cidade delega ao Poder Executivo e ao Poder Legislativo Municipal a responsabilidade da elaboração do Plano Diretor, com a participação ativa da comunidade civil organizada. Antes de se transformar em lei o Plano Diretor deve ser discutido com toda a sociedade, pois a execução desse Plano não é uma tarefa apenas de técnicos ou de administradores públicos, mas de todos. O Plano Diretor precisa ser construído através de um processo que promova um pacto em torno de propostas que representem os anseios da sociedade. O Estatuto da Cidade, no artigo 40, define a realização de audiências públicas e debates com a participação da população e outros agentes envolvidos na comunidade, como elemento a ser garantido pelos poderes Legislativos e Executivo municipal e tais atos devem ser registrados em atas a serem lavradas por autoridades competentes e assinadas pelos presentes em cada sessão e juntadas ao processo legislativo de instituição do Plano Diretor. Apesar da participação popular não ter poder de veto, as audiências e debates públicos são uma forma democrática de gestão, de modo a possibilitar a análise e reconsideração dos fatos por meio da manifestação dos interesses dos vários segmentos da sociedade. O que se pretende com a implantação do Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal é ter um plano da cidade e não um plano de governo, uma vez que o horizonte de tempo do Plano Diretor vai além da duração de um mandato governamental. Este é o único e legal caminho a trilhar para se construir o planejamento e o desenvolvimento de uma cidade verdadeiramente sustentável.
Energia Solar
Da irradiação que o Planeta Terra recebe do Sol pode-se gerar uma energia, renovável, inesgotável e gratuita, na forma de calor (Térmica) ou de eletricidade (Fotovoltaica), com potencial para suprir parte das necessidades energéticas da humanidade. A luz e o calor do Sol são essenciais para a manutenção da vida na Terra. A energia radiante do sol provoca a fotossíntese das plantas e a evaporação das águas que originam as nuvens e depois a chuva. A cada ano, o Sol envia à Terra uma quantidade de energia superior à produzida pelo planeta inteiro. No panorama atual das energias renováveis, a geração de eletricidade solar fotovoltaica assume partícular relevo. Esta energia é obtida através da conversão direta da luz solar em eletricidade e é hoje uma das alternativas energéticas mais promissoras desse milênio. A produção de energia elétrica fotovoltaica é considerada como uma tecnologia limpa e sustentável, que se baseia em uma fonte de energia abundante e amplamente disponível no nosso planeta. Fotovoltaica é a junção do termo foto que significa luz (do grego phos) com o termo voltaico em homenagem a Alessandro Volta pioneiro no estudo da eletricidade. O efeito fotovoltaico, relatado por Edmond Becquerel em 1839, é o aparecimento de uma diferença de potencial nos extremos de uma estrutura de material semicondutor, produzida pela absorção da luz solar. A célula fotovoltaica é a unidade fundamental no processo de conversão em energia elétrica. A energia elétrica fotovoltaica é produzida em corrente contínua, podendo ser convertida em corrente alternada através de um inversor. A eficiência de conversão das células solares é medida pela proporção da radiação solar incidente sobre a superfície da célula que é convertida em energia elétrica. Hoje a eficiência máxima atingida por uma célula solar de silício é de 25%. A primeira célula solar de silicio apareceu no mercado em 1954, através da Hoffman Electron, e foi considerada o inicio da era moderna do fotovoltaic Mais de 100 países utilizam este tipo de energia solar fotovoltaica. A China, Japão e EUA são países onde a energia elétrica solar mais cresce, enquanto a Alemanha continua sendo o maior produtora do mundo deste tipo de energia, contribuindo com cerca de 6% de sua demanda de eletricidade. A produção de energia elétrica fotovoltaica vem crescendo exponencialmente e tende em breve a ser responsável por 10% do consumo energético mundial. O potencial brasileiro de energia solar é enorme mais infelizmente temos utilizado a energia solar mais como aquecimento residencial e muito pouco na produção de energia elétrica, apesar do país estar recebendo mais de 2.200 horas por ano de insolação. Embora a evolução da tecnologia fotovoltaico tenha sido notável, o grande inconveniente continua sendo o seu investimento muito alto, quando comparado com as outras tecnologias mais usadas na produção de eletricidade. Impulsionado pelos avanços da tecnologia e o aumento da escala de produção, grande parte de toda a energia de que o mundo necessita poderia ser extraído desta importante fonte de energia solar limpa e inesgotável. – O uso da energia solar é um passo importante para o desenvolvimento sustentável –
Resíduos da Construção Civil
A construção civil é uma das atividades mais antigas de que se tem noticias e também é a maior produtora de resíduos sólidos, popularmente conhecido como entulho, que vem causando sérios prejuízos ao meio ambiente. Os resíduos sólidos da construção civil no Brasil representam mais de 50% dos resíduos sólidos urbanos. As obras brasileiras geram 84 milhões de m³ de resíduos por ano, e destes, apenas 17 milhões são reaproveitáveis. Entende-se por entulho o conjunto de fragmentos provenientes do desperdício na construção, reforma e demolição de edificações diversas. Todas as atividades da construção civil geram um grande volume de resíduos de materiais altamente heterogêneos como: brita, areia, argamassas, tijolos, telhas, madeira, metais, plásticos, entre outros. O problema do entulho da construção civil vai muito além dos incômodos das caçambas que atravancam as nossas ruas. O destino do entulho, seja qual tipo for, deve ser ecologicamente correto. A maior parte desses resíduos é descartada em áreas irregulares chamadas de “bota fora”, em meio ao lixo comum, em aterros sanitários ou jogada nos leitos dos rios. Os resíduos sólidos gerados diariamente vem causando grandes danos ao meio ambiente em virtude da falta de regulamentação de áreas especificas de deposição e de descarte. A produção de resíduos é elevada, requerendo um manejo ambientalmente adequado, com alternativas para a sua redução, reutilização e reciclagem. A reciclagem de entulhos pode dar origem a inúmeros novos materiais para a construção civil. Ao passar por um processo de moagem, se obtém agregados para diversas aplicações, tais como: base e sub-base para pavimentação, agregados para argamassas de assentamento/revestimento e agregados para concreto não estrutural, a partir da substituição dos agregados convencionais (areia e brita). No Japão, todas as construtoras devem ter uma usina de reciclagem de resíduos para que nada seja perdido. A lei nº 12305/2010 sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos é uma ferramenta fundamental na gestão compartilhada dos resíduos entre construtores, poderes públicos e consumidores. Essa lei incentiva as pessoas a se envolverem mais nas questões da destinação dos resíduos sólidos, com recursos humanos, logística, equipamentos, financiamentos adequados e também incentivos para a formação de consórcios municipais, em benefício da sustentabilidade ambiental e econômica. Escrito por: Eng° Paulo José Braz Rosas
Itajubá e as Enchentes
A cidade de Itajubá, desde os primórdios de sua fundação, tem sofrido com as conseqüências das enchentes, por estar inserida na planície de inundação da bacia hidrográfica do rio Sapucaí. Em 19 de março de 1819 o Padre Lourenço da Costa Moreira, fundador de Itajubá, celebrou a primeira missa em um tosco altar improvisado no alto do outeiro onde atualmente se encontra a Matriz Nossa Senhora da Soledade, na altitude de 859m. A partir da clareira desse altar, a caravana do padre deu inicio da construção do novo arraial com a abertura da rua Direita (hoje rua Cel. Rennó) que descia do outeiro até o largo dos Passos (hoje praça Theodomiro Santiago) na altitude de 847m. Inicialmente os desbravadores se preocupavam em habitar as zonas mais altas do novo arraial que dificilmente eram atingidas com as cheias do rio Sapucaí. O primeiro registro de enchente ocorreu em 1821 apenas dois anos depois da fundação de Itajubá. Com o crescimento desordenado e acelerado da cidade, as áreas mais baixas e alagáveis foram também sendo ocupadas pela população, mesmo sabendo que poderia ser afetada pela inundação do rio Sapucaí nos períodos chuvosos. Os registros históricos de Itajubá relatam a ocorrência de um total de 74 cheias nos últimos 126 anos sendo 13 eventos de cheias de grande magnitude. Nem mesmo o grande investimento feito pelo DNOS na retificação do rio Sapucaí, no período de 1957 a 1969, resolveu o problema das enchentes da cidade de Itajubá. As conseqüências trágicas das enchentes na zona urbana de Itajubá tem ocorrido principalmente devido a ocupação desmesurada da planície de inundação do rio Sapucaí. É o que aconteceu com a catastrófica enchente de janeiro de 2000 quando a cidade foi duramente castigada pelas cheias do rio Sapucaí, ficando privada do abastecimento de água potável, energia elétrica, telefone e bloqueio dos acessos rodoviários durante os três dias que permaneceu debaixo d´água. O rio Sapucaí nasce no município de Campos do Jordão- SP, numa altitude de 1650m. Por isso o rio Sapucaí é considerado um rio de montanha pois suas águas correm serra abaixo no trecho íngreme das encostas da Serra da Mantiqueira, formando corredeiras e cachoeiras até atingir a confluência do rio Bicas, próxima da cidade de Wenceslau Braz e apresentando nesse trecho uma grande declividade de 25%. Devido a esse fato, os histogramas gerados nas cabeceiras tendem a aumentar a velocidade das águas e produzir um volume hídrico bem acima da capacidade máxima da vazão da calha do rio Sapucaí provocando inundações nas partes baixas da planície aluvial. Logo a jusante, o rio Sapucaí recebe o rio Santo Antonio, oriundo de Delfim Moreira e a partir deste local ele se transforma em um rio de planície. Após a foz do rio Santo Antonio o rio Sapucaí atinge a zona urbana da cidade de Itajubá apresentando-se com uma declividade media de apenas 0,05%, correndo num leito sinuoso, lento e com uma baixa capacidade de escoamento, podendo provocar o transbordamento de sua calha maior no período de chuvas intensas. A zona urbana de Itajubá é cortada pelo rio Sapucaí, numa extensão de 12 km e por vários de seus afluentes, que também contribuem para o aumento da freqüência das enchentes. Dos afluentes da zona urbana destacam-se os ribeirões José Pereira e Água Preta, na margem direita, e os ribeirões de Anhumas e Piranguçu na margem esquerda. Em todos esses afluentes, as condições hidráulicas de escoamento são bastante desfavoráveis durante as cheias, podendo ocorrer efeito de remanso, mesmo antes das águas do rio Sapucaí transbordar de sua calha principal. O desenvolvimento urbano também produz obstruções ao escoamento dos cursos d´água como aterros, pontes, adutoras, rodovias e entupimento das boca-de-lobo e galerias do sistema de drenagem. Como resultado da histórica ocupação inadequada em áreas consideradas “non-aedificante” da planície de inundação do rio Sapucaí, Itajubá tem se tornado uma cidade bastante vulnerável a enchentes, ocasionando enormes prejuízos a população, comercio e as industrias instaladas no distrito industrial. Bairros como Santa Rosa, Varginha, Medicina, Boa Vista, Vila Rubens, entre outros, foram construídos nas regiões ribeirinhas do rio Sapucaí e de seus tributários e até mesmo, em nível abaixo do seu leito maior. A impermeabilização do solo urbano impede a infiltração natural das águas pluviais. O asfaltamento das ruas nas regiões baixas tem se comportado como uma capa isolante, ocasionando aumento do volume das águas superficiais na zona urbana, que deverão ser escoadas pelo rio Sapucaí através do sistema de drenagem, muita das vezes deficiente. A falta de áreas verdes na zona urbana é também um outro fator que pode dificultar a infiltração das águas de chuvas intensas. Atualmente a cidade de Itajubá apresenta um baixo índice de áreas verdes, equivalente a 0,30 m²/habitante quando a ONU recomenda 12 m²/habitante. Quanto as medidas de controle de enchentes elas podem ser classificadas em estruturais e não-estruturais. As medidas não-estruturais são medidas do tipo preventivo, como monitoramento das áreas de inundação, sistema de alerta conectado a defesa civil e zoneamento das áreas de risco. Quanto as medidas estruturais temos o projeto da COPASA, que foi aprovado pelo governo do Estado de Minas Gerais, para a construção de 3 (três) Barramentos nos rios Sapucaí, Lourenço Velho e ribeirão Vargem Grande, para proteger contra os efeitos das enchentes as cidades de Itajubá, Santa Rita do Sapucaí e Pouso Alegre. Os reservatórios de detenção das inundações deverão permanecer vazios e atuar apenas nas grandes enchentes. É um projeto considerado de alto investimento mais, sem dúvida, é a melhor solução técnica e economicamente viável para a contenção do excesso de água das cheias na região do Sul de Minas. Trata-se de um empreendimento estimado em 300 milhões de reais que trará como benefício proteger uma população estimada de 210 mil pessoas, das quais 70 mil não mais serão desabrigadas pelas enchentes. Reduzirá as perdas econômicas, evitará contaminações de doenças e protegerá a infra-estrutura urbana das cidades. O primeiro Barramento foi planejado para ser construído no bairro Freires para proteger a cidade de Itajubá, que deverá conter o excesso
ENCHENTE: Um Desastre Natural
Quando os fenômenos naturais atingem áreas ou regiões habitadas pelo homem, causando-lhe danos, passam a se chamar desastres naturais. Os desastres naturais podem ser originados pela dinâmica interna e externa da Terra. Os decorrentes da dinâmica interna são terremotos, maremotos e vulcões. Já os fenômenos da dinâmica externa envolvem tempestades, furacões, enchentes, erosões e estiagens prolongadas. Em teoria, os perigos naturais ameaçam igualmente qualquer pessoa, mas na prática, proporcionalmente, atingem os mais desfavorecidos, devido a um número muito maior de população de baixa renda, vivendo em moradias frágeis, em áreas mais densamente povoadas e em terrenos de maior suscetibilidade aos perigos. Os desastres naturais foram responsáveis pela morte de cerca de 4 milhões de pessoas no mundo ao longo do século XX, sendo os terremotos os que mais causam vítima fatal, enquanto as enchentes são mais responsáveis por grandes perdas econômicas. Aproximadamente 66% dos desastres naturais ocorridos no mundo estão vinculados às instabilidades atmosféricas. As enchentes são os fenômenos mais comuns do planeta, sendo que 70% ocorrem nos países em desenvolvimento. No Brasil os principais fenômenos relacionados a desastres naturais ocorrem devido a eventos meteorológicos intensos prolongados, nos períodos chuvosos que correspondem ao verão na região sul e sudeste e ao inverno na região nordeste. À medida que permitimos a construção em locais de encostas íngremes, em terrenos de grande instabilidade, na planície aluvial dos rios ou em áreas de influência dos córregos, estaremos correndo o risco de perder os nossos investimentos e as nossas vidas. Dados fornecidos pelo Serviço Geológico do Brasil indicam que 1.413 cidades brasileiras estão sujeitas a enchentes, das quais 267 tem maior risco de ocorrências de catástrofes na população urbana. Com o objetivo de amenizar estes problemas o governo brasileiro, através do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação naturais-MCT, está implantando o Centro de Monitoramento e Alertas de desastre Naturais – Cemaden, que será responsável pelo gerenciamento das informações emitidas por radares, pluviômetros e previsões climáticas. O Cemaden está sendo instalado no Instituto nacional de Pesquisas e espaciais – INPE, onde reúne especialistas em meteorologia, sensoriamento remoto, mudanças globais e modelagem computacional, que são áreas fundamentais para se fazer um monitoramento eficaz. Conta também com o supercomputador “tupã” – que pode realizar 258 trilhões de cálculos por segundo – para aplicações meteorológicas, climáticas e ambientais e é capaz de prever eventos extremos com mais precisão, como chuvas intensas, secas, geadas e ondas de calor com prognostico com até seis dias de antecedência. O Sistema de Alerta do INPE estará totalmente implantado nos próximos quatro anos, um investimento estimado de R$ 250 milhões. As inúmeras enchentes ocorridas no passado têm contabilizado sérios prejuízos à economia e progresso da nossa próspera região sul do Estado de Minas gerais. Itajubá, em particular, tem sofrido intensamente com este fenômeno climático desde os primórdios de sua fundação. A ocupação desordenada nas áreas baixas e alagáveis da cidade tem ocasionado enormes prejuízos à população, comércio e indústrias. Embora os fenômenos meteorológicos não possam ser eliminados, há, porém como evitar que eles se tornem grandes catástrofes, através da adoção de medidas preventivas com a execução de obras estruturais e não estruturais. A construção do barramento no bairro Freires, para a contenção das cheias do rio Sapucaí, por exemplo, é considerada uma importante obra estrutural. Dentre as medidas não estruturais temos o Sistema de Monitoramento de enchentes, instalado pela Unifei, em parceria com a Copasa, que através de 18 estações temáticas de coletas de dados hidrológicos permite a elaboração, com algumas horas de antecedência, do mapeamento das áreas de risco. Com este suporte técnico a Defesa Civil, em parceria com o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, prefeitura e outros órgãos da sociedade, poderá articular com maior eficiência um plano de contingência, trazendo benefícios para as populações das cidades de Itajubá, Santa Rita do Sapucaí e Pouso Alegre. “Os desastres naturais não são riscos, eles tornam-se riscos por causa do homem, de sua ignorância ou sua negligência.”