A nanotecnologia tem provocado uma revolução na ciência e tecnologia nos mais diversos setores, tendo uma grande atenção e expansão nas universidades, centros de pesquisas e empresas em todo o mundo, isso tem ocorrido devido ao gigantesco potencial de aplicação e impacto no desenvolvimento tecnológico e na economia dos países. A nanotecnologia é a ciência que tem como fundamento a manipulação da matéria numa escala atômica e molecular. Com a utilização de técnicas e ferramentas específicas essa nova tecnologia permite medir, manusear e organizar átomos e moléculas afim de dar origem a construção de estruturas de novos materiais, a partir da escala minúscula do menor elemento, que é a nanopartícula. O prefixo “nano” tem origem do grego antigo e significa “anão”.
A base do uso da nanotecnologia é o nanômetro, uma unidade de medida assim como o quilometro, metro e o centímetro. Um nanômetro (nm) equivale a bilionésima parte de um metro ou 10-9 m, cerca de 70.000 vezes menor do que o diâmetro de um fio de cabelo humano. Uma partícula é considerada “nano’ se o seu dimensionamento estiver entre 1 a 100 nm. Para se ter uma idéia, os átomos têm dimensão de 0,1 a 0,4 nm e os vírus de 10 a 100 nm. O grande desafio desta nova tecnologia é ter que trabalhar em uma escala tão minúscula, e a maior prova dessa dificuldade está no fato de que apenas laboratórios e indústrias que possuem equipamentos de alta precisão conseguem trabalhar com componentes tão pequeno
O desenvolvimento de novos materiais têm exigido informações detalhadas das características microestruturais dos materiais, que só podem de ser obtidas com a ajuda de equipamentos especiais como o microscópio eletrônico, capaz de produzir imagens de alta ampliação e resolução de até 300.000 vezes. Foi somente a partir do ano de 2000 que a nanotecnologia começou a ser desenvolvida e testada em laboratórios, iniciando-se também a comercialização de novos materiais com propriedades nunca antes alcançadas e com crescimento de mercado de forma exponencial. As áreas de medicina, eletrônica, ciência da computação, física, química, biologia e engenharia de materiais já vem incorporando essa nova tecnologia. Vários produtos já estão a venda no mercado como: cosméticos, protetores solar, tecidos, equipamentos esportivos, televisores, chips e memória para computadores. Os materiais compostos por partículas nanométricas apresentam melhorias significativas em suas propriedades ópticas, mecânicas, elétricas e magnéticas, que são desejáveis em muitas aplicações industriais.
Embora ainda muitas das possíveis aplicações da nanotecnologia ainda estejam no universo da ficção cientifica, a cada dia surgem novas pesquisas em torno desse assunto, o que certamente poderão tornar viáveis em um futuro próximo. Grandes investimentos estão sendo feitos nos países industrializados que vêem a nanotecnologia como uma nova revolução industrial. Somente nos EUA o investimento governamental e privado ultrapassa US$ 1bilhão anuais e com isso estima-se a geração de mais de 5 milhões de novos empregos em “nano” nos próximos anos. Os pesquisadores brasileiros têm produzido trabalhos científicos bastantes relevantes nessa nova ciência. Um bom exemplo é a patente dos pesquisadores da Embrapa da “língua eletrônica”, um dispositivo que combina sensores químicos de espessura nanométrica com um sofisticado programa de computador, capaz de detectar rapidamente impurezas nos alimentos. O governo brasileiro, através do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação prevê gastar R$ 450 milhões nos próximos dois anos, para estimular a relação entre universidades, centros de pesquisas e empresas na área da nanotecnologia. A expectativa é que o desenvolvimento futuro desta nova tecnologia poderá mudar a natureza de quase tudo aquilo que já foi realizado pelos seres humanos. Especula-se que o impacto social causado pela nanotecnologia poderá ser tão grande quanto a revolução industrial do século passado.





