A engenharia vive um momento de transformação profunda. Os profissionais da área precisam lidar com desafios que vão desde a qualificação técnica e a adoção de novas tecnologias até o compromisso com a responsabilidade social e ambiental. Apesar desses obstáculos, o papel da engenharia na sociedade nunca foi tão relevante: ela sustenta a infraestrutura, impulsiona a inovação e viabiliza o desenvolvimento sustentável. Principais desafios da engenharia Nos últimos anos, o Brasil enfrenta uma significativa escassez de engenheiros. Estima-se que, até 2030, o déficit possa alcançar 1 milhão de profissionais, resultado da queda no número de formandos e do desinteresse crescente dos jovens pela carreira. Esse cenário impacta diretamente empresas, que encontram dificuldade para contratar profissionais qualificados e preparar suas equipes para acompanhar as exigências tecnológicas, legais e de mercado. Além disso, a constante evolução tecnológica exige atualização contínua. Ferramentas como automação, inteligência artificial e processos digitais estão redefinindo a prática da engenharia, exigindo novas competências e uma postura mais inovadora e estratégica dos profissionais. Tendências e evolução do setor A transformação digital é um dos pilares dessa nova fase. Tecnologias como BIM, realidade virtual, modelagem 3D e plataformas colaborativas tornam os projetos mais eficientes, seguros e assertivos. A inteligência artificial, a robótica e a automação vêm ganhando espaço nos canteiros de obra e nos escritórios de projeto, reduzindo custos, aumentando a produtividade e elevando os padrões de segurança. Outro movimento importante é a crescente valorização da sustentabilidade e do impacto social. Hoje, a engenharia não se limita a construir, mas também a pensar em soluções que respeitem o meio ambiente, promovam inclusão e transformem positivamente a realidade das comunidades. Relevância social da engenharia Engenheiros são fundamentais para garantir qualidade de vida à população. Cabem a nós engenheiros, o planejamento, a criação e a manutenção de obras e sistemas que tornam as cidades mais seguras, funcionais, conectadas e sustentáveis. Da infraestrutura urbana à tecnologia digital, da produção agrícola à indústria, tudo passa pela engenharia. Cada vez mais, a sociedade exige soluções que conciliem desenvolvimento, responsabilidade ambiental e impacto social — e é nesse contexto que a engenharia se reafirma como uma das áreas mais estratégicas para o futuro do Brasil e do mundo. A engenharia, ao se reinventar e incorporar inovação, continuará sendo protagonista no avanço econômico, ambiental e social, contribuindo diretamente para a construção de um futuro mais inteligente, sustentável e humano. Por Engº em Eletrônica, Ademilson Ramos
A Engenharia que Você Não Vê, Mas Que Sustenta Tudo ao Seu Redor
A engenharia está em todo lugar, mesmo quando não percebemos. Ela é a base silenciosa que sustenta o mundo moderno e garante que tudo funcione em perfeita harmonia. Da água que escorre da torneira ao sinal de internet que chega ao seu celular, passando pelas avenidas por onde você dirige ou pela energia que ilumina sua casa, nada disso seria possível sem o trabalho minucioso de engenheiros — profissionais que transformam cálculos em obras, ideias em soluções e desafios em progresso. Basta olhar ao redor para notar: nossas cidades só existem porque alguém, antes de nós, questionou, testou e projetou cada detalhe. Prédios que resistem a ventos fortes, pontes que suportam toneladas, ruas que escoam a água da chuva, hospitais onde equipamentos vitais funcionam sem falhas. A engenharia civil, por trás de tudo isso, é como a engrenagem oculta que mantém o cotidiano seguro, estável e previsível. A energia elétrica, por sua vez, é um espetáculo diário da engenharia. Ela nasce em hidrelétricas, parques solares, turbinas eólicas ou usinas termoelétricas, viaja por longas linhas de transmissão e chega à sua tomada com precisão milimétrica. Só percebemos a complexidade desse sistema quando falta luz — e é justamente nesse instante que entendemos a grandiosidade do trabalho de quem planeja e mantém essa estrutura gigantesca funcionando 24 horas por dia. Até o que consumimos e vestimos carrega a marca da engenharia. O alimento embalado com segurança, o remédio que salva vidas, o material mais leve e resistente que compõe o tênis que você usa, tudo isso é fruto de pesquisas conduzidas por engenheiros químicos, de materiais, de alimentos e de produção. Nada chega às suas mãos por acaso: cada produto já passou por testes, análises, otimizações e rigorosos processos de qualidade. E dentro do smartphone — esse pequeno dispositivo que simboliza o século XXI — existe um universo invisível que depende totalmente da engenharia. Processadores microscópicos, sensores, baterias, antenas, softwares, redes móveis… tudo foi calculado, projetado e integrado por diversas especialidades de engenharia. Cada toque na tela, cada foto, cada mensagem enviada percorre um caminho complexo que começou muito antes, nas mesas de laboratório e nas pranchetas digitais de engenheiros que transformaram imaginação em tecnologia. A mobilidade, outro pilar da vida moderna, também é um triunfo contínuo da engenharia. Carros mais seguros, motores mais eficientes, metrôs que transportam milhões de pessoas por dia, bicicletas, aeronaves, caminhões, semáforos sincronizados, tudo isso é desenhado para que o ir e vir seja mais rápido, organizado e seguro. Mas talvez o maior papel da engenharia hoje seja repensar o futuro. Ela está no centro das soluções que buscam enfrentar mudanças climáticas, reduzir impactos ambientais e construir cidades mais inteligentes. Painéis solares cada vez mais eficientes, construções sustentáveis, reaproveitamento de água, sistemas de reciclagem avançados e energias limpas mostram que a engenharia moderna não quer apenas construir — quer preservar. No fim das contas, a engenharia é a arte de transformar problemas em soluções e ideias em realidade. É ela que garante que o mundo continue funcionando mesmo quando ninguém está olhando. É a profissão que protege o passado, organiza o presente e projeta o futuro. Cada ponte cruzada, cada torneira aberta, cada botão que você toca no celular é um lembrete silencioso do quanto dependemos dos engenheiros. A engenharia não é apenas uma área técnica. É o pilar invisível que sustenta a sociedade — e que continuará desenhando o caminho do progresso pelos próximos séculos. Texto por Engº em Eletrônica Ademilson Ramos
Workshop discute o papel estratégico das Engenharias na Neoindustrialização
A Associação de Engenheiros e Agrônomos de Itajubá (AENAI) divulga a realização do Workshop “A Estreita Relação das Engenharias com a Neoindustrialização”, um evento que promete reunir profissionais, pesquisadores, estudantes e representantes de instituições públicas e privadas para debater os rumos da neoindustrialização no Brasil. Promovido pelo Grupo de Trabalho “Inovações Tecnológicas para uma Neoindustrialização Eficiente”, o workshop tem como objetivo discutir e apresentar propostas ligadas a temas centrais como: Um espaço para troca de experiências O encontro será também um ambiente de reflexão técnica e de compartilhamento de soluções sustentáveis, incentivando a integração entre diferentes áreas do conhecimento. A proposta é fortalecer a cultura da inovação e contribuir para uma neoindustrialização eficiente, moderna e alinhada às demandas de sustentabilidade. Informações do evento Data: 04 de novembro de 2025Horário: 08h00Local: Sede do Crea-MG – Av. Álvares Cabral, 1600, Belo Horizonte/MG Inscrições: Clique aqui para se inscrever Realização: GT – Inovações Tecnológicas para uma Neoindustrialização Eficiente Texto por Engº em Eletrônica Ademilson Ramos
Dia do Engenheiro Civil: construindo os alicerces do progresso e da vida
O Dia do Engenheiro Civil, celebrado em 25 de outubro, é uma data que transcende a simples marca no calendário. É o momento de reconhecer e valorizar os profissionais que, com técnica, criatividade e compromisso, transformam ideias em obras concretas, moldando o espaço em que vivemos e projetando o futuro das cidades. A essência da engenharia civil Ser engenheiro civil é muito mais do que dominar cálculos estruturais ou compreender a resistência dos materiais. É ter a capacidade de visualizar o invisível: enxergar um edifício onde antes havia apenas um terreno vazio, imaginar uma ponte conectando margens distantes ou planejar uma estrada que encurta caminhos e aproxima histórias. Esse profissional é responsável por unir a ciência e a prática, garantindo que projetos saiam do papel com segurança, qualidade e sustentabilidade. Ele é o elo entre o sonho e a realidade, entre a visão arquitetônica e a execução concreta. O impacto invisível que está em todo lugar Poucos param para refletir, mas praticamente tudo o que nos cerca carrega a assinatura da engenharia civil. Cada obra é um reflexo de dedicação e responsabilidade social. Cada detalhe planejado traduz-se em bem-estar coletivo e em desenvolvimento para o país. Desafios do presente e caminhos para o futuro O engenheiro civil de hoje enfrenta desafios muito diferentes daqueles de décadas atrás. O crescimento populacional acelerado, a necessidade de cidades mais inteligentes e a urgência de soluções sustentáveis fazem com que a profissão esteja em constante transformação. A engenharia civil contemporânea exige profissionais que dominem novas ferramentas, como: Mais do que erguer prédios e pontes, o engenheiro civil precisa hoje construir de forma responsável, equilibrando progresso econômico, preservação ambiental e qualidade de vida. Um olhar para a história A engenharia civil acompanha a humanidade desde os primeiros registros de civilização. Pirâmides, aquedutos romanos, muralhas, catedrais e arranha-céus: cada marco histórico é fruto do engenho humano aplicado à construção. No Brasil, a profissão foi e continua sendo decisiva no desenvolvimento nacional. Das grandes obras de infraestrutura às soluções urbanísticas locais, engenheiros civis ajudaram a moldar a identidade e a evolução do país. Reconhecimento e valorização O presidente do Confea, Vinicius Marchese, já destacou em diversas ocasiões que a engenharia civil é sinônimo de proteção à vida e que sua prática responsável previne tragédias, evita colapsos e garante a longevidade das estruturas. Esse reconhecimento reforça a dimensão social da profissão: engenheiros civis não constroem apenas prédios, constroem segurança, confiança e perspectivas. Uma homenagem a quem constrói o futuro Celebrar o Dia do Engenheiro Civil é reconhecer uma carreira marcada por desafios, mas também por conquistas que transformam realidades. É homenagear homens e mulheres que dedicam suas vidas a projetar soluções para os problemas mais complexos e a entregar resultados que beneficiam milhões de pessoas. Eles são pilares invisíveis da sociedade, discretos mas indispensáveis, capazes de transformar concreto em sonho e sonho em realidade. ✨ Parabéns a todos os engenheiros civis! Que continuem firmes na missão de erguer estruturas sólidas e, sobretudo, de construir um futuro mais humano, seguro e sustentável. Texto por Engº em Eletrônica Ademilson Ramos
Uma Vida Dedicada à Engenharia: Homenagem a Marita Arêas de Souza Tavares na 80ª SOEA
A 80ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (SOEA) ficará marcada não apenas pelas discussões sobre inovação e futuro, mas também por um momento de profunda emoção: a homenagem à Engenheira Marita Arêas de Souza Tavares, ícone da Engenharia Elétrica brasileira. Coube à Eng. Mecânica Maria Sircia de Sousa, Conselheira do CREA-MG e Diretora de Atividades Técnicas da AENAI, subir ao palco e receber o tributo em nome de Marita. Um gesto simbólico que reforçou a ligação de Itajubá com a trajetória brilhante dessa mulher que fez história. A coragem de ser pioneira Nascida em Cachoeira de Minas, em 1938, Marita trilhou um caminho que poucas ousavam seguir na época. Ainda menina, mudou-se para Itajubá e decidiu abraçar as ciências exatas. Em 1962, formou-se Engenheira Eletricista pelo então Instituto Eletrotécnico de Itajubá (IEI), hoje UNIFEI. Naquele ano, apenas uma mulher aparecia na lista de formandos: Marita. Em uma turma com 57 engenheiros, foi a única representante feminina. Essa ousadia marcou o início de uma carreira construída com tenacidade, competência e amor à profissão. Uma trajetória de realizações Marita não apenas abriu portas; ela as manteve abertas para que outras mulheres pudessem passar. Atuou na COSIPA, em Cubatão, como Chefe da Divisão de Projetos, e no Porto de Santos, onde enfrentou resistência para assumir a função de Engenheira Certificante da Receita Federal. Somente após insistência conseguiu o cargo — tornando-se pioneira em um ambiente considerado “inadequado” para mulheres. Seguiram-se novos desafios: a MAIN Engenharia, em Brasília, com contratos na área de energia; a EPC – Engenharia, Projeto e Consultoria, em Belo Horizonte, onde chegou ao posto de Superintendente; e, mais tarde, a liderança da MULTI Engenharia, empresa da qual foi sócia-diretora. Mas sua contribuição foi além das empresas. Como conselheira do CREA-MG em quatro mandatos, ocupou posições de destaque: Vice-Presidente do Conselho, Coordenadora da Câmara Especializada de Elétrica, Presidente da Comissão de Licitações e Chefe de GabineteCurrículo_Marita Tavares. Também foi fundadora e primeira presidente da ABEE-MG, além de participar ativamente da SME – Sociedade Mineira de Engenheiros, da FEBRAE e do Fórum de Mulheres do Mercosul. Reconhecimento de uma vida dedicada O legado de Marita foi consagrado em títulos e homenagens. Entre eles, destacam-se a Medalha Theodomiro Santiago(2007) e o título de Doutora Honoris Causa da UNIFEI (2019), além de ter sido patrona de turmas de formandos em diferentes décadas. Mas talvez seu maior reconhecimento tenha vindo do carinho de colegas e alunos que a viram como uma inspiração. Marita acreditava na força transformadora da Engenharia e dedicou-se até os últimos dias a incentivar jovens e valorizar a ética profissional. Mesmo hospitalizada, preparava discursos para premiações — um testemunho de sua entrega absoluta à profissão. Um exemplo que permanece Na 80ª SOEA, quando a Eng. Maria Sircia de Sousa recebeu a homenagem em nome de Marita, não se celebrava apenas uma trajetória individual, mas um legado coletivo. Marita foi voz ativa pela presença das mulheres na Engenharia, defensora incansável da ética e promotora de um espírito de integração entre gerações de profissionais. Sua história lembra que a Engenharia vai além de cálculos e projetos: é também sobre coragem, inclusão e paixão por transformar realidades. AENAI e o legado de Marita Para a Associação de Engenheiros e Agrônomos de Itajubá (AENAI), a memória da Eng. Marita Arêas de Souza Tavares é um patrimônio imaterial. Celebrar sua vida é reafirmar o compromisso da entidade com os valores que ela tão bem representou: dedicação, ética, inovação e amor pela Engenharia. A homenagem prestada na 80ª SOEA reafirma que exemplos como o de Marita nunca se apagam. Eles se transformam em inspiração, iluminando o caminho de todos que acreditam na força da Engenharia para construir um futuro melhor. CREA Mulher e o protagonismo feminino na Engenharia O ato de reconhecimento à Marita ganha ainda mais significado ao ser recebido por uma integrante do CREA Mulher, a Eng. Maria Sircia de Sousa. Também da nossa cidade Itajubá, faz parte do CREA Mulher a Presidente da AENAI, Engª Civil Maria Júlia de Barros Maia Costa. Esse movimento, presente em diversos estados brasileiros, busca ampliar a participação feminina na Engenharia, Agronomia e Geociências, promovendo igualdade de oportunidades, valorização profissional e inclusão. A presença de Sircia no palco da SOEA simbolizou não apenas a homenagem a uma pioneira, mas também a continuidade da luta por mais espaço, voz e protagonismo das mulheres na construção do futuro da Engenharia brasileira. Texto por Engº em Eletrônica Ademilson Ramos
Delegação de Itajubá participa da 80ª SOEA em Vitória (ES)
A 80ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (SOEA), realizada de 6 a 9 de outubro de 2025, em Vitória (ES), consolidou-se como um marco histórico para o Sistema Confea/Crea e Mútua, reunindo profissionais, estudantes, autoridades e especialistas de todo o país. Com o tema “Engenharia, Agronomia, Geociências, Sustentabilidade e Transformação Digital: Projetando Caminhos para o Futuro do Brasil”, o evento destacou o papel estratégico das profissões tecnológicas na construção de um país mais sustentável, inovador e inclusivo. A AENAI, representada pelos engenheiros Fernando Batista, Maria Júlia, Inácio de Loyola, Ademilson Ramos, Ashelley Monique, Maria Sircia, André Soares e Menotti Chiaradia teve participação ativa, reforçando seu compromisso com a valorização da engenharia, agronomia e geociências, assim como com o desenvolvimento contínuo de seus associados. Também acompanharam a delegação Luiz Maurício Costa, Cidélia Lima, Fernando Bonard, Cledson Oliveira, Carlos Sanches e Otávio Ferreira. A presença da AENAI em eventos de grande porte como a SOEA é estratégica, pois permite à associação acompanhar tendências nacionais e internacionais, ampliar o networking com profissionais e instituições, e contribuir para debates relevantes sobre ética, inovação e sustentabilidade. Programação Diversificada e Painéis Técnicos Ao longo de quatro dias, a 80ª SOEA ofereceu uma programação intensa e diversificada, incluindo palestras técnicas, painéis, workshops e atividades interativas, abordando os desafios e oportunidades do setor. Entre os destaques, estiveram o lançamento do Índice Infra-BR, inspirado em projetos internacionais como o da American Society of Civil Engineering (ASCE), a 1ª Corrida da SOEA e o projeto “Conta Comigo”, que promoveu o respeito, a segurança e a igualdade de oportunidades para mulheres no mercado de trabalho. O Fórum Jovem da SOEA, realizado em 8 de outubro, trouxe discussões sobre BIM (Building Information Modeling), Laser Scanner e competências digitais, com foco no futuro da profissão. Especialistas renomados compartilharam cases de sucesso e estratégias de comunicação digital, destacando a importância de habilidades como pensamento crítico, trabalho em equipe, comunicação eficaz e integração tecnológica. Segundo Alice Vargas, especialista em Marketing e Empreendedorismo, profissionais que dominam a comunicação digital ganham diferencial competitivo, enquanto Josiane Rocha, engenheira civil e especialista em Neuromarketing, reforçou a importância da autoconfiança e da comunicação clara. Grandes Obras e Experiências Inspiradoras O painel “Por trás de grandes obras: relatos dos responsáveis técnicos”, mediado pelo presidente do Crea-MG, engenheiro Marcos Gervásio, reuniu engenheiros responsáveis por projetos icônicos, como a Ponte JK, a Arena Pantanal, o Estádio Castelão e o Museu do Amanhã. Os profissionais compartilharam desafios técnicos, soluções criativas e o uso de tecnologias avançadas, incluindo Inteligência Artificial e sensores inteligentes para monitoramento em tempo real. O presidente do Confea, Vinicius Marchese, destacou a importância da interação entre profissionais experientes e estudantes, afirmando que a SOEA é um espaço de aprendizado, inspiração e transmissão de conhecimento estratégico para o desenvolvimento do país. Inovação e Transformação Digital A 80ª SOEA colocou em foco inovação tecnológica, com debates sobre IoT, Inteligência Artificial Generativa, cidades inteligentes, economia azul e saberes indígenas, aproximando profissionais das tendências globais e das soluções aplicáveis ao contexto nacional. Startups, grandes marcas e soluções inovadoras tiveram destaque em estandes interativos, conectando os participantes às novas oportunidades do setor. Para a AENAI, participar dessas discussões é essencial para atualizar seus associados sobre as tendências globais, promover a capacitação técnica e fomentar a aplicação de soluções inovadoras nas práticas profissionais locais. Ética, Sustentabilidade e Futuro Profissional Durante a cerimônia de encerramento, foi lida a Carta da 80ª SOEA, que propôs a atualização do Código de Ética Profissional e reafirmou compromissos com: O evento também abordou questões tributárias, com especialistas alertando para os impactos da nova reforma sobre profissionais e empresas, reforçando a necessidade de planejamento e adaptação frente a desafios legais e econômicos. Para a AENAI, acompanhar essas discussões é crucial para orientar seus associados, defender seus interesses e assegurar que as decisões legislativas considerem o impacto sobre a engenharia e agronomia. A íntegra da Carta da 80ª Soea pode ser acessada neste link oficial do Confea. A Importância da Participação da AENAI em Eventos Como a SOEA A presença da AENAI na 80ª SOEA reforça seu compromisso com a valorização, capacitação e desenvolvimento de seus associados. Participar de eventos nacionais de grande porte proporciona: Os engenheiros da AENAI destacaram que a experiência na SOEA foi enriquecedora e estratégica, trazendo insights sobre inovação, ética, sustentabilidade e transformação digital que serão compartilhados com toda a comunidade de associados da AENAI. 12º Congresso Nacional de Profissionais Paralelamente à SOEA, o 12º Congresso Nacional de Profissionais (CNP) reuniu 500 delegados para a aprovação de 54 Propostas Nacionais Sistematizadas (PNS), reforçando o papel da engenharia, agronomia e geociências no desenvolvimento de políticas e soluções para o país. Na ocasião, entre os 30 delegados eleitos, Itajubá contou com duas representantes de Minas Gerais no CNP: a Presidente da AENAI, Engª Civil Maria Júlia de Barros Maia Costa, e a Conselheira do CREA-MG, Engª Mec. Maria Sircia de Sousa. Um Marco Histórico para o Sistema Confea/Crea e Mútua Com cerca de 6,5 mil participantes, a 80ª SOEA reafirmou seu papel como maior encontro nacional de engenharia, agronomia e geociências, fortalecendo o diálogo entre profissionais, instituições e sociedade. A participação da AENAI evidenciou o compromisso da associação com excelência, atualização profissional e protagonismo estratégico no setor. A SOEA 2025 projetou caminhos sólidos para o futuro do Sistema Confea/Crea e Mútua e do Brasil, valorizando a inovação, sustentabilidade, ética e transformação digital como pilares fundamentais para o desenvolvimento do país e para o fortalecimento das associações representativas. A SOEA 2026 já tem destino marcado, será em Aracajú-SE. Texto por Engº em Eletrônica Ademilson Ramos
AENAI celebra 42 anos e destaca ações ambientais ao Conexão Itajubá
A Associação de Engenheiros e Agrônomos de Itajubá (AENAI) comemora 42 anos de atividades reafirmando seu compromisso com a comunidade e a sustentabilidade. Como parte das comemorações, a presidente da AENAI, Engª Civil Maria Júlia Barros Maia Costa, acompanhada do vice-presidente Engº Civil Fernando Batista Pinto e do diretor Engº Agrônomo Menotti Chiaradia, participaram de uma entrevista ao programa Conexão Itajubá, abordando as ações da associação e a importância da sustentabilidade, do fortalecimento da profissão e da integração com a comunidade. Em comemoração aos seus 42 anos, a AENAI realizou o plantio simbólico de 42 árvores em Itajubá — uma para cada ano de trajetória. A ação, conduzida pela diretoria, contou com espécies nativas e ornamentais cuidadosamente selecionadas sob a orientação técnica de Chiaradia. Mais do que simbólica, a iniciativa reforça boas práticas de arborização urbana, planejando o plantio de modo a evitar problemas comuns, como danos a calçadas e estruturas públicas. Paralelamente, a associação está desenvolvendo um manual de arborização urbana, destinado a orientar futuras parcerias com o poder público. O projeto, que teve início em Itajubá, foi aprovado no encontro estadual do Congresso Nacional de Profissionais e será apresentado na etapa nacional em Vitória, no próximo mês de outubro, com potencial para se transformar em projeto de lei de âmbito nacional. Segundo Maria Júlia, a AENAI mantém vínculos estreitos com órgãos como o CREA e atua como um centro de apoio e orientação para a comunidade. Embora não possua função fiscalizatória, a associação busca valorizar profissionais, fomentar estágios e aproximar empresas de engenheiros e agrônomos. Para o vice-presidente Fernando Batista Pinto, a atuação da AENAI vai muito além de Itajubá. A Associação reúne mais de 300 associados, incluindo profissionais de cidades vizinhas como São José do Alegre, Pedralva, Maria da Fé e Paraisópolis. Além disso, a entidade participa de conselhos municipais e contribui ativamente em debates sobre planejamento urbano e preservação ambiental. O caráter voluntário da diretoria e dos conselhos reforça o espírito associativo da instituição, que se mantém atuante há quatro décadas. Mantendo a tradição, a cada novo aniversário, a AENAI planeja plantar uma árvore a mais que no ano anterior, ampliando de forma simbólica e ambiental sua presença em Itajubá. A AENAI agradece ao Conexão Itajubá pela oportunidade de compartilhar seu trabalho e suas iniciativas com a comunidade.
AENAI celebra aniversário com ação sustentável
Desde 1983, a Associação de Engenheiros e Agrônomos de Itajubá (AENAI) tem como missão defender os interesses sociais e humanos, valorizar as profissões da engenharia e da agronomia e promover o desenvolvimento sustentável com excelência. Neste aniversário, a AENAI escolheu comemorar de uma forma especial: plantando 42 árvores às margens do Ribeirão José Pereira, em frente à UNIFEI. Mais que um gesto simbólico, a ação representa o compromisso permanente da entidade com a cidade, a comunidade e o meio ambiente. Foram escolhidas espécies de grande valor ecológico, paisagístico e cultural, capazes de embelezar a cidade, fortalecer a biodiversidade e deixar um legado duradouro: A iniciativa contou com o importante apoio da Prefeitura Municipal de Itajubá, por meio do secretário de Meio Ambiente Ricardo Augusto Corrêa Ferreira, reforçando a parceria entre sociedade civil e poder público em prol da sustentabilidade. A ação também teve a participação especial da senhora Miriam de Souza, que generosamente doou mudas, somando forças a este gesto coletivo de cuidado e esperança. Também foram doados mudas de ameixa amarela e adubos pelo Engº Civil Paulo Mauad Galhardo. Cada árvore plantada é mais do que uma muda: é símbolo de vida, esperança e futuro. Ao crescerem, transformarão a paisagem urbana, contribuirão para a qualidade do ar e da água, atrairão pássaros e embelezarão o espaço público, aproximando ainda mais a natureza das pessoas. Assim, a AENAI reafirma sua vocação: unir engenharia, agronomia e consciência ambiental para construir uma Itajubá mais sustentável, próspera e humana. ✨ Reflexão Plantar uma árvore é um ato de fé no amanhã. É acreditar que as gerações futuras merecem herdar não apenas cidades mais modernas, mas também espaços mais verdes, saudáveis e cheios de vida. Que cada uma dessas 42 árvores seja um lembrete de que o verdadeiro progresso se constrói quando a ciência, a técnica e a natureza caminham lado a lado.
Congresso Estadual de Profissionais define propostas e delegados para o CNP em Vitória (ES)
No dia 14 de agosto, na sede do CREA-MG em Belo Horizonte, foi realizado o Congresso Estadual de Profissionais (CEP), ocasião em que foram debatidos temas de grande relevância para o desenvolvimento urbano, social e ambiental de Minas Gerais. Participaram do encontro os inspetores Engº em Eletrônica Ademilson Tiago de Miranda Ramos, Engº Civil Fernando Batista Pinto e Engª Civil Ashelley Monique Barbosa, a Presidente da AENAI, Engª Civil Maria Júlia de Barros Maia Costa, e a Conselheira do CREA-MG, Engª Mec. Maria Sircia de Sousa. A etapa estadual marcou o encerramento de um ciclo de debates que percorreu todas as regiões de Minas Gerais. Foram 127 encontros locais e 23 regionais, que mobilizaram cerca de 3.500 participantes, sendo 2.839 profissionais do Sistema Confea/Crea e Mútua. Dessas reuniões, surgiram 652 propostas, consolidadas em 75, que foram analisadas e votadas nesta fase. Durante o encontro, foram escolhidas 10 propostas prioritárias, sendo duas de cada eixo temático, além da eleição de 30 delegados para representar Minas Gerais no Congresso Nacional. Os eixos debatidos foram: As propostas elaboradas pelos profissionais de Itajubá, juntamente com propostas de outras regiões do Estado, reforçam o protagonismo da engenharia no dia a dia das pessoas. Essas propostas serão apresentadas no Congresso Nacional de Profissionais (CNP), que acontecerá nos dias 10 e 11 de outubro, em Vitória (ES). Na ocasião, dentre os 30 delegados eleitos, Itajubá terá 2 delegadas para representar Minas Gerais no CNP, a Presidente da AENAI, Engª Civil Maria Júlia de Barros Maia Costa, e a Conselheira do CREA-MG, Engª Mec. Maria Sircia de Sousa. O CEP é uma das principais instâncias participativas do Sistema Confea/Crea e Mútua, permitindo que profissionais de todo o país contribuam com propostas que podem se transformar em políticas e ações para valorizar a engenharia e proteger a sociedade. Nesse processo, o CREA-MG desempenha um papel central, atuando como elo entre os profissionais, a sociedade e as políticas públicas. As Entidades de Classe, como a AENAI, também são fundamentais no dia a dia da profissão, mobilizando engenheiros, fortalecendo o debate técnico e garantindo que as demandas locais e regionais sejam ouvidas e transformadas em propostas concretas. Agora, a expectativa se volta para o CNP em Vitória (ES), onde as propostas mineiras, ao lado das de todo o Brasil, poderão se transformar em diretrizes nacionais para o futuro da engenharia, reafirmando o compromisso da categoria com o desenvolvimento sustentável, a inovação e a qualidade de vida da sociedade. Texto por Engº em Eletrônica Ademilson Ramos
Professor Engº Francisco de Assis Ferreira
O Professor Francisco de Assis Ferreira, carinhosamente conhecido como Professor Chicão, deixa um legado que transcende o tempo e se perpetua na história da engenharia e da educação em Itajubá. Mais do que um educador, ele foi um formador de caráter, inspiração para seus alunos e exemplo de dedicação à vida acadêmica. Engenheiro Eletricista formado em 1966 pelo Instituto de Engenharia e Industrial (IEI), dedicou-se de forma incansável à missão de preparar gerações de engenheiros, transmitindo não apenas conhecimento técnico, mas também valores humanos e éticos que marcaram profundamente todos que tiveram o privilégio de conviver com ele. Ao longo de sua trajetória, exerceu importantes funções na então Escola Federal de Engenharia de Itajubá (EFEI), atuando como Chefe de Gabinete da Diretoria Geral, Chefe do Departamento Básico e professor fundador do Instituto Básico da instituição. Com grande comprometimento com o desenvolvimento acadêmico, concluiu o Mestrado e o Doutorado em Engenharia Elétrica pela própria EFEI, contribuindo com pesquisas relevantes e um ensino de excelência, que elevaram o prestígio da instituição. Sua presença em sala de aula era marcante. Lecionou diversas disciplinas na Faculdade de Engenharia Civil de Itajubá e também no INATEL, sempre com um carisma que cativava, incentivava e inspirava seus alunos. Entre 1967 e 1991, seu trabalho foi decisivo para um período de transformação e crescimento da universidade, moldando não apenas a história da instituição, mas também a de inúmeros profissionais que, graças ao seu incentivo, seguiram caminhos de sucesso. Hoje, a comunidade acadêmica se despede com profundo pesar. O corpo do Professor Chicão está sendo velado na Capela da UNIFEI e, às 14h, seguirá para sepultamento no Cemitério Memorial Parque da Mantiqueira, com possibilidade de uma breve passagem pela Igreja Matriz. Sua memória permanecerá viva nos corredores e laboratórios da UNIFEI, nas conversas entre ex-alunos e professores, e em cada engenheiro que carrega um pouco de seus ensinamentos. Mais que um mestre, ele foi um exemplo de vida, e seu legado continuará inspirando as próximas gerações. Que descanse em paz.